Conteúdo protegido. Este texto é exclusivo da plataforma Hilton Luzz.
Conteúdo protegidoHilton Luzz
A Última Vez Que Fui Feliz Sem Saber
Memória6 minPremium

A Última Vez Que Fui Feliz Sem Saber

Tem momentos que só reconhecemos como felicidade depois que passam. Como quem só sente falta do ar quando está debaixo d'água. A gente não sabe que está bem até que não está mais.

Eu lembro de uma tarde de domingo. Não sei o ano. Não sei o mês. Sei que era outono, porque havia folhas secas na calçada. Sei que era domingo, porque não havia pressa. E se havia pressa, ela não era minha.

Eu estava sentado numa cadeira de plástico na varanda da casa dos meus avós. Minha avó fazia café. Meu avó liu o jornal com os óculos na ponta do nariz. O sol entrava pela fresta da porta e fazia uma faixa de luz no chão de cimento. E eu existia. Simplesmente existia. Sem produzir nada. Sem provar nada. Sem ser nada além de um neto sentado numa cadeira de plástico.

“Este texto continua...”

Os membros da Entrelinhas+ têm acesso a textos completos, inéditos e exclusivos.

Todo o conteúdo desta plataforma é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98). Reprodução parcial ou integral sem autorização expressa é proibida. Acesso exclusivo para uso pessoal e não comercial.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar tráfego. Ao continuar, você concorda com nossa Política de Privacidade.