A Carta Que Minha Avó Nunca Me Escreveu
Ela não era de escrever. Era de fazer. De cozinhar. De costurar. De guardar dinheiro em meias para o neto que não sabia que existia. E quando ela morreu, eu fiquei com todas as cartas que ela nunca escreveu.
A primeira carta está na sopa de galinha que ela fazia quando eu estava doente. Ninguém faz igual. Não porque a receita é secreta. Mas porque a receita era amor com tempero de preocupação.
A segunda carta está no cobertor que ela tricotou para mim quando eu tinha dezessete anos. Eu achava que era feio. Usava escondido. Hoje eu durmo com ele. E às vezes choro. Não de tristeza. De gratidão tardia.
“Este texto continua...”
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