A Última Vez Que Alguém Me Abraçou de Verdade
Tem abraços que são apenas gestos. E tem abraços que são conversas inteiras. Eu lembro do último que recebi. Não pelo aperto. Mas pelo tempo que durou. Porque quem abraça de verdade não tem pressa.
Ela me abraçou por quarenta e sete segundos. Eu contei. Não na hora. Na hora eu apenas existi. Mas depois, na memória, eu contei. E cada segundo era uma palavra que ela não disse.
Segundo um: 'eu sei que está difícil'. Segundo dez: 'eu não vou embora'. Segundo vinte e três: 'você não precisa ser forte agora'. Segundo trinta e oito: 'eu te amo de um jeito que não cabe em palavras'.
“Este texto continua...”
Os membros da Entrelinhas+ têm acesso a textos completos, inéditos e exclusivos.
